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Quando essas curvaturas estão aumentadas ou alteradas, podem ocorrer mudanças no alinhamento e na postura.
Hipercifose torácica é o aumento da curvatura da região do meio das costas, podendo deixar os ombros mais projetados para frente e o tronco mais curvado.
Hiperlordose cervical corresponde ao aumento da curvatura da região do pescoço, podendo estar associada à projeção da cabeça para frente e alterações no alinhamento cervical.
Hiperlordose lombar é o aumento da curvatura da região inferior da coluna, podendo estar relacionado a alterações no posicionamento da pelve, abdômen e tronco.
Essas alterações podem estar relacionadas a diferentes fatores, como hábitos posturais, crescimento, características individuais e desequilíbrios musculares.
Em crianças e adolescentes, pode surgir durante o crescimento e nem sempre causa dor ou sintomas perceptíveis.
Alguns sinais que podem chamar a atenção dos pais são ombros ou quadris em alturas diferentes, assimetria das costas, uma escápula mais evidente, inclinação do tronco ou roupas que parecem ficar tortas no corpo.
A plagiocefalia é uma assimetria caracterizada pelo achatamento de uma região da cabeça, geralmente associado à preferência do bebê por permanecer com a cabeça voltada para um determinado lado.
Os pais podem perceber achatamento na parte de trás ou na lateral da cabeça, diferença no formato das orelhas ou assimetria na testa e no rosto.
A assimetria craniana pode estar associada a fatores como posição mantida por longos períodos, preferência postural ou limitação dos movimentos do pescoço. A identificação precoce é importante, pois o período de maior crescimento e remodelação do crânio acontece nos primeiros meses de vida.
A criança pode relatar dor nas pernas, joelhos, panturrilhas ou coxas, sem apresentar necessariamente uma alteração durante o dia.
Esses desconfortos podem estar associados a diferentes fatores, como aumento da atividade física, fadiga muscular, sobrecarga e características individuais do desenvolvimento, podendo variar de intensidade e frequência ao longo do tempo.
A criança pode apresentar dor nas pernas, joelhos, pés, quadril, costas, ombros ou outras regiões do corpo, além de desconforto durante determinados movimentos ou atividades.
Esses desconfortos podem estar relacionados a alterações posturais, sobrecarga, desequilíbrios musculares, alterações no movimento ou adaptações decorrentes do crescimento.
Joelhos valgos: quando os joelhos se aproximam e os tornozelos ficam mais afastados.
Joelhos varos: quando os joelhos ficam mais afastados, mesmo com os pés próximos.
Alterações da pisada: apoio excessivo para dentro ou para fora, alterações no arco dos pés e distribuição inadequada das cargas.
Pés planos ou cavos: alterações na formação e no funcionamento dos arcos dos pés.
Alterações no alinhamento dos membros inferiores: mudanças na posição dos quadris, joelhos, tornozelos e pés que podem interferir no movimento.
Porém, quando determinados marcos motores demoram mais do que o esperado ou o bebê apresenta dificuldade para realizar movimentos que já deveria estar desenvolvendo, é importante investigar.
Dificuldades para sustentar a cabeça, rolar, sentar, engatinhar, ficar em pé ou andar, assim como utilizar mais um lado do corpo, apresentar pouca estabilidade ou demonstrar dificuldade para realizar determinados movimentos, merecem atenção.
O desenvolvimento motor acontece de forma progressiva e depende da integração entre força, mobilidade, equilíbrio, coordenação e percepção corporal. Identificar precocemente possíveis alterações permite compreender o que pode estar dificultando essa evolução e buscar a orientação adequada.
Alguns bebês, porém, apresentam choro intenso ou irritabilidade durante situações comuns do dia a dia, como na troca de roupa, ao serem colocados de barriga para cima, ao levantar as pernas, durante o banho ou quando são movimentados de determinadas formas.
Essas reações podem estar relacionadas à sensibilidade, desconfortos ou dores em alguma região do corpo, especialmente quando o bebê demonstra incômodo sempre diante de determinados movimentos ou posições.
Algumas dificuldades podem surgir desde os primeiros dias, como dificuldade para fazer a pega, cansaço durante a mamada, dificuldade para sugar, engasgos, estalos, mamadas muito demoradas ou dificuldade para manter a sucção.
Alterações na mobilidade da língua e da boca, tensão na região da mandíbula, pescoço ou face e dificuldades na coordenação entre sucção, deglutição e respiração podem interferir no conforto e na eficiência da mamada.
Cada bebê apresenta suas próprias características, e compreender esses sinais é importante para identificar o que pode estar dificultando a amamentação e orientar a família da melhor forma.
Cólicas são episódios de choro e desconforto, muitas vezes acompanhados de contrações abdominais, gases e dificuldade para se acalmar.
Refluxo acontece quando o conteúdo do estômago retorna em direção ao esôfago. É bastante comum nos bebês, principalmente nos primeiros meses, mas a intensidade e os sintomas podem variar.
Disquesia do lactente ocorre quando o bebê apresenta dificuldade para coordenar a contração do abdômen com o relaxamento do assoalho pélvico para evacuar. É comum o bebê fazer força, ficar vermelho e chorar antes de conseguir evacuar, mesmo quando as fezes são macias.
Constipação está relacionada à dificuldade para evacuar, podendo envolver fezes endurecidas, evacuações pouco frequentes, esforço ou desconforto para evacuar.